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Ultrassonografia ocular: saiba como é feito o exame.

Ultrassonografia ocular: saiba como é feito o exame.

Diferente do aparelho mais conhecido usado para a ultrassonografia abdominal, o equipamento para realizar o ultrassom dos olhos tem características próprias para os fins oftalmológicos. Com formato parecido com o de uma grande caneta, são dois transdutores (parte que fica em contato com o corpo do paciente) para dois fins diferentes: um para avaliar a parte posterior do olho e outro para a parte anterior. Entenda como eles funcionam.

 

Como é feito?

O exame posterior da ultrassonografia dos olhos é, em geral, feito com o paciente de olhos fechados. É aplicado colírio anestésico e um pouco de gel sobre a pálpebra, por onde o transdutor desliza enquanto o médico avalia as imagens dos olhos na tela.

Já para o anterior, os olhos costumam ficar abertos. “A sonda não pode ser coberta para que não prejudique a imagem, mas é preciso coloca-la dentro de líquido para que a onda sonora se propague. E então, como colocar líquido na frente da córnea?”, questiona a oftalmologista Dra. Norma Allemann, que responde em seguida. “Aplica-se colírio anestésico e uma cuba entre as pálpebras. Com os olhos banhados em soro fisiológico, a sonda fica em contato com o soro e não encosta diretamente no olho”.

Não é um procedimento doloroso, mas caso os olhos já estejam sensíveis, é possível sentir um incômodo. O posterior costuma durar cerca de 15 minutos, enquanto o anterior tem duração que varia de 6 a 10 minutos, dependendo do caso.

O que pode detectar?

Ultrassom ocular posterior – Avalia catarata, músculos retro oculares inchados, inflamação ou descolamento de retina e resultados de cirurgia de retina ou catarata. Com isso, o médico poderá ter dimensão do problema e planejar o tratamento necessário. É feito com frequência em bebês para averiguar o tamanho dos olhos na saída da maternidade.

Ultrassom ocular anterior – Possibilita enxergar lesões ou tumores na íris e na córnea. Também pode ser feito em crianças, quando apresentam manchas brancas na córnea, cisto na íris ou malformação do segmento anterior, que precise de transplante de córnea. Contudo, é mais comum em adultos para avaliar cistos, tumores de íris, corpo ciliar, profundidade de cicatrizes da córnea e cirurgia de glaucoma.

Contraindicações.

Não deve fazer o exame quem estiver com o olho perfurado. “Isso acontece quando o trauma é recente ou se o transplante de córnea, por exemplo, ocasionou uma abertura na estrutura ocular”, orienta Dra. Norma.

Casos de dor excessiva também podem evitar o procedimento. Nessa situação, o paciente deve ser submetido à medicação e fazer um exame sem contato, como a ressonância, para fazer o ultrassom apenas quando a dor passar. Quem tem doenças infecciosas, como conjuntivite, precisa que a sonda seja protegida para não disseminar o problema.

Fonte: Bolsa de Mulher.